Disjuntor o que é e qual sua função?
O Papel Estratégico do Disjuntor: Proteção, Seccionamento e Classificações Essenciais
Data: 18/11/2025 | Duração de Leitura: 5 minutos | Elaborado por: Mundo Indústria
Dispositivos de proteção elétrica são o alicerce de qualquer infraestrutura energética confiável. Dentre eles, o disjuntor ocupa uma posição de destaque, sendo indispensável em contextos que variam do âmbito residencial à alta complexidade industrial. Mas, em termos técnicos, como se processa sua função protetiva? Quais são as classificações que governam sua aplicação? E quais critérios devem orientar sua especificação?
Neste artigo, discorreremos sobre a função crítica, o princípio operacional e a taxonomia dos disjuntores de baixa e alta tensão.

As Duas Funções Primárias de um Dispositivo de Manobra e Proteção
Um disjuntor não se limita a uma única finalidade; ele desempenha duas funções sistêmicas vitais:
- Proteção contra Sobrecorrentes: Atua como um interruptor automatizado que, ao detectar a superação do seu limite de corrente nominal de dimensionamento, promove a abertura imediata do circuito.
- Seccionamento Eletricamente Seguro: Permite a interrupção intencional do fluxo de corrente para fins operacionais, de manutenção ou isolamento de um segmento da rede.
O Mecanismo de Interrupção em Distúrbios
O acionamento do disjuntor é uma resposta a anomalias na rede, tipicamente curto-circuito, sobrecargas prolongadas ou transitórios de corrente. Sua intervenção resulta no desarme do sistema, protegendo cabos e equipamentos contra danos térmicos ou dinâmicos potencialmente catastróficos.

Princípios Operacionais da Proteção Termomagnética
A tecnologia mais empregada no mercado (disjuntor termomagnético) integra dois mecanismos de atuação distintos:
Proteção Térmica: A Resposta à Sobrecarga (Efeito Joule)
- Componente: Uma lâmina bimetálica sensível ao calor gerado pelo efeito Joule da corrente.
- Funcionamento: Sob uma condição de sobrecarga sustentada, a elevação da temperatura causa a dilatação desigual dos dois metais que compõem a lâmina. Esta dilatação diferencial provoca a flexão da lâmina, que culmina no acionamento mecânico do dispositivo de interrupção, seccionando o circuito.
Proteção Magnética: A Resposta ao Curto-Circuito (Força Eletromagnética)
- Componente: Uma bobina eletromagnética disposta em série com o circuito.
- Funcionamento: Em um cenário de curto-circuito, a corrente atinge valores elevadíssimos instantaneamente. A intensidade do campo magnético gerado pela bobina é suficiente para deslocar um êmbolo ferromagnético, que, por sua vez, engatilha o mecanismo de desarme. Esta resposta é de alta velocidade, garantindo a integridade dos condutores em face de falhas abruptas.
Para uma compreensão completa do funcionamento e da correta representação esquemática destes dispositivos em projetos elétricos, é fundamental conhecer a simbologia técnica utilizada.
Figura 1: Simbologia Técnica do Disjuntor Termomagnético
A imagem ao lado ilustra a correspondência entre os modelos físicos mais comuns de disjuntores (unipolar, bipolar, tripolar e tetrapolar) e suas respectivas representações segundo as normas IEC, tanto na simbologia unifilar quanto multifilar. Este conhecimento é crucial para a leitura e elaboração de diagramas elétricos industriais.

Classificação dos Disjuntores no Cenário de Baixa Tensão
A seleção do disjuntor adequado depende diretamente da sua capacidade de corrente e do nível de curto-circuito suportado, categorizados em três grandes grupos:
1. Minidisjuntores (MCB)
- Aplicação: Instalações de baixa potência (residencial e comercial leve).
- Capacidade: Correntes nominais tipicamente entre 2 A a 125 A. Níveis de curto-circuito inferiores.
- Critério de Seleção: Classificados por Curvas de Disparo (B, C e D), que determinam a faixa de tempo-corrente para atuação magnética, essenciais para a coordenação da seletividade.
2. Disjuntores de Caixa Moldada (MCCB)
- Aplicação: Quadros de distribuição e proteção de circuitos alimentadores em ambientes industriais e comerciais de médio porte.
- Capacidade: Robustez elevada, com valores de corrente nominal atingindo cerca de 1600 A. Possuem alto poder de interrupção, devido à sua construção blindada e câmaras de extinção de arco.
- Recursos: Frequentemente equipados com dispositivos de ajuste para modulação da curva de disparo (proteção de sobrecarga e curto-circuito), conferindo flexibilidade à aplicação.
3. Disjuntores Abertos (ACB)
- Aplicação: Sistemas de grande porte, subestações e proteção de barramentos principais em indústrias pesadas.
- Capacidade: Máxima robustez, com correntes nominais superiores a 6300 A.
- Tecnologia: A proteção é gerida por Módulos Microeletrônicos Avançados, que oferecem alta precisão, seletividade e recursos adicionais como retardo de tempo programável, análise de harmônicas e comunicação com sistemas de supervisão (SCADA).
- Vantagem Industrial: Seu design permite o acesso interno para manutenção e substituição de componentes, otimizando o custo operacional em face de altas correntes.

Conclusão
A correta especificação e instalação de disjuntores são cruciais para a segurança patrimonial e a continuidade operacional. A escolha deve ser fundamentada na análise técnica das cargas, na corrente de curto-circuito presumida e no nível de seletividade exigido pelo sistema.
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