O DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) é mais que segurança; é uma apólice de seguro contra perdas milionárias em automação e TI. Analisamos a lógica de proteção, a coordenação entre Tipos 1, 2 e 3, e o critério financeiro da correta especificação.
Data: 18/11/2025 | Duração de Leitura: 7 minutos | Elaborado por: Mundo Indústria

Análise Mundo Indústria: O DPS como Gestão de Risco Patrimonial e Continuidade Operacional
A crescente sofisticação de sistemas de automação, CLPs, inversores e dispositivos eletrônicos de precisão nas instalações modernas elevou a sobretensão transitória ao patamar de risco financeiro e operacional significativo. Nesse contexto, o DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) emerge como um componente de proteção indispensável e uma estratégia de hedge contra a depreciação e perda de ativos.
Para o gestor de TI ou o engenheiro responsável, a correta aplicação do DPS está diretamente ligada à continuidade operacional e à mitigação de perdas produtivas.
A Função Essencial do DPS: Protegendo o Valuation dos Ativos
O DPS é projetado para desviar sobretensões transitórias — originadas por descargas atmosféricas ou manobras de rede — para o sistema de aterramento em milissegundos.
Impacto no Risco de Ativo:
- Mitigação de Perda: O DPS evita a queima instantânea de equipamentos de alto valor (inversores, servidores), prevenindo a perda total do ativo.
- Continuidade Operacional: Reduz interrupções operacionais e perdas produtivas, um fator crítico que impacta diretamente a rentabilidade da planta (Retorno sobre o Investimento – ROI).
A ausência de DPS expõe o sistema a riscos de alto custo, como: riscos de incêndio, depreciação acelerada de equipamentos e perda de dados críticos.
Critérios de Seleção: A Decisão Estratégica do Engenheiro
A escolha do DPS correto é uma decisão de engenharia financeira. O custo de um DPS mal dimensionado (queima prematura ou ineficácia) é insignificante perto do custo de inatividade de uma linha de produção.
A seleção deve seguir rigorosamente as normas (IEC 61643 / NBR 5419) e considerar critérios técnicos avançados:
| Parâmetro Técnico | Implicação Financeira de Risco |
| Tensão Máxima de Operação (Uc) | Garante que o DPS não atue em momentos errados, evitando custos de substituição prematura. |
| Corrente Nominal (In) / Máxima (Imax) | Determina a robustez e vida útil do dispositivo, impactando o ciclo de manutenção e Capex (Despesas de Capital) de longo prazo. |
| Nível de Proteção (Up) | Define a tensão residual que chega ao equipamento. Quanto menor o Up, maior a proteção do ativo (CLP, servidor) contra danos sutis e degradação. |
| Coordenação Tipo 1, 2 e 3 | Garante a seletividade energética do sistema. Falha na coordenação pode queimar o DPS mais sensível, expondo o equipamento a grandes picos. |

Ótimo! Este é um conteúdo técnico excelente, focado em engenharia, automação e segurança elétrica. Embora não seja diretamente sobre “investimentos em ações”, ele é perfeito para atrair anunciantes de empresas de equipamentos elétricos (Siemens, Schneider, WEG), softwares de automação, e fornecedores industriais, que pagam CPC alto no nicho B2B (Business to Business).
Nosso objetivo será manter o rigor técnico, mas enfatizar a consequência financeira (risco operacional, perda de ativos) e a decisão de compra estratégica do DPS.
📈 Título Otimizado (Foco em Risco Operacional e Segurança de Ativos)
DPS: O Dispositivo de Proteção Contra Surtos como Estratégia de Hedge Contra Perda de Ativos e Parada de Produção
📝 Subtítulo (Lead/Análise de Risco de Ativo)
O DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) é mais que segurança; é uma apólice de seguro contra perdas milionárias em automação e TI. Analisamos a lógica de proteção, a coordenação entre Tipos 1, 2 e 3, e o critério financeiro da correta especificação.
💰 Análise Mundo Invista: O DPS como Gestão de Risco Patrimonial e Continuidade Operacional
A crescente sofisticação de sistemas de automação, CLPs, inversores e dispositivos eletrônicos de precisão nas instalações modernas elevou a sobretensão transitória ao patamar de risco financeiro e operacional significativo. Nesse contexto, o DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) emerge como um componente de proteção indispensável e uma estratégia de hedge contra a depreciação e perda de ativos.
Para o gestor de TI ou o engenheiro responsável, a correta aplicação do DPS está diretamente ligada à continuidade operacional e à mitigação de perdas produtivas.
A Função Essencial do DPS: Protegendo o Valuation dos Ativos
O DPS é projetado para desviar sobretensões transitórias — originadas por descargas atmosféricas ou manobras de rede — para o sistema de aterramento em milissegundos.
Impacto no Risco de Ativo:
- Mitigação de Perda: O DPS evita a queima instantânea de equipamentos de alto valor (inversores, servidores), prevenindo a perda total do ativo.
- Continuidade Operacional: Reduz interrupções operacionais e perdas produtivas, um fator crítico que impacta diretamente a rentabilidade da planta (Retorno sobre o Investimento – ROI).
A ausência de DPS expõe o sistema a riscos de alto custo, como: riscos de incêndio, depreciação acelerada de equipamentos e perda de dados críticos.
⚙️ Critérios de Seleção: A Decisão Estratégica do Engenheiro
A escolha do DPS correto é uma decisão de engenharia financeira. O custo de um DPS mal dimensionado (queima prematura ou ineficácia) é insignificante perto do custo de inatividade de uma linha de produção.
A seleção deve seguir rigorosamente as normas (IEC 61643 / NBR 5419) e considerar critérios técnicos avançados:
| Parâmetro Técnico | Implicação Financeira e de Risco |
| Tensão Máxima de Operação (Uc) | Garante que o DPS não atue em momentos errados, evitando custos de substituição prematura. |
| Corrente Nominal (In) / Máxima (Imax) | Determina a robustez e vida útil do dispositivo, impactando o ciclo de manutenção e Capex (Despesas de Capital) de longo prazo. |
| Nível de Proteção (Up) | Define a tensão residual que chega ao equipamento. Quanto menor o Up, maior a proteção do ativo (CLP, servidor) contra danos sutis e degradação. |
| Coordenação Tipo 1, 2 e 3 | Garante a seletividade energética do sistema. Falha na coordenação pode queimar o DPS mais sensível, expondo o equipamento a grandes picos. |
Tipos de DPS: A Estratégia de Proteção em Camadas
A proteção eficaz é uma arquitetura de camadas (cascading):
O comportamento de um DPS está fundamentado em dois pilares tecnológicos:
1. Tecnologia à Base de Varistores (MOV — Metal Oxide Varistor)
Uso mais comum no tipo 2 e tipo 3.
Quando a tensão excede o limite seguro, o varistor entra em condução instantaneamente, desviando o surto para o terra.
É extremamente rápido e eficiente para surtos de curta duração.
Características do MOV:
- alta velocidade de resposta,
- boa capacidade de absorção de energia,
- degradação natural ao longo do tempo após diversas atuações,
- ideal para ambientes residenciais, comerciais e industriais leves.

2. Tecnologia Baseada em Centelhadores (Spark Gap / GDT)
Mais comum no DPS Tipo 1, utilizado em locais expostos a descargas atmosféricas.
O centelhador contém eletrodos em uma câmara isolada. Em uma sobretensão elevada, ocorre a ruptura dielétrica, formando um arco elétrico que conduz a corrente intensamente para o terra.
Características do Spark Gap:
- suporta correntes muito altas (dezenas de kA),
- ideal para descargas diretas de para-raios,
- apresenta maior capacidade energética,
- reduz a corrente residual transmitida ao sistema.
Classificação Técnica dos DPS Conforme Normas Internacionais (IEC 61643 / NBR 5419)
Os DPS são divididos em três classes, cada uma projetada para proteger um nível específico da instalação:
1. DPS Tipo 1 – Proteção Pesada (Surtos de Descarga Atmosférica Direta)
- Utilizado em locais com SPDA (para-raios).
- Capaz de drenar correntes elevadíssimas de até 50 kA, 75 kA ou mais por fase.
- Geralmente do tipo centelhador.
Aplicações:
- indústrias,
- torres metálicas,
- galpões com SPDA,
- entradas principais de energia.
2. DPS Tipo 2 – Proteção Geral (Surtos Induzidos e de Manobra)
- Instalado em quadros de distribuição.
- Usado na maioria das instalações elétricas.
- Geralmente baseado em varistor.
- Suporta correntes típicas de 20 kA a 40 kA.
Aplicações:
- residências,
- comércios,
- indústrias de médio porte,
- quadros secundários.
3. DPS Tipo 3 – Proteção Fina (Nível de Equipamento)
- Deve ser instalado próximo aos equipamentos sensíveis.
- Baixa energia, mas alta precisão.
- Complementa os tipos 1 e 2 para garantir proteção total.
Aplicações:
- servidores,
- PCs,
- TVs,
- equipamentos médicos,
- automação industrial.

Critérios Técnicos Avançados para Seleção do DPS
Escolher o DPS correto vai muito além da amperagem. É necessário considerar:
1. Tensão Máxima de Operação (Uc)
Determina a tensão limite antes de o DPS entrar em condução.
Escolher incorretamente pode levar à queima prematura ou ineficácia do dispositivo.
2. Corrente Nominal de Descarga (In)
Representa a corrente que o DPS suporta repetidas vezes.
É um parâmetro crucial para durabilidade.
3. Corrente Máxima de Surto (Imax)
Limite extremo que o DPS suporta em uma única descarga.
Quanto maior o Imax:
- maior a robustez,
- maior a vida útil,
- maior a segurança da instalação.
4. Nível de Proteção (Up)
Determina qual tensão residual chegará aos equipamentos após a atuação.
Quanto menor o valor do Up, mais protegidos estarão os eletrônicos sensíveis.
5. Coordenação entre DPS Tipo 1, Tipo 2 e Tipo 3
Assim como nos disjuntores, é necessário garantir seletividade e coordenação energética.

Conclusão
O DPS é um componente vital para a integridade de instalações elétricas modernas. Sua correta especificação garante:
- maior vida útil dos equipamentos,
- segurança patrimonial,
- continuidade operacional,
- proteção contra eventos imprevisíveis como raios e manobras da concessionária.
Em ambientes industriais, ele é indispensável. Em ambientes residenciais, é essencial.
E ai, gostou?
Então compartilhe nosso conteúdo em suas redes socias e comente sobre quais assuntos vocês quer ver por aqui! E aqui vai uma dica: todo tipo de equipamento para seu projeto elétrico ou de automação você encontra aqui! Confere lá!
Até a próxima!